PUC MINAS PELO MUNDO - Campus Poços de Caldas


Aires porteños 3ª e última parte

Já no Cemitério da Recoleta, que a gente também foi de taxi (um absurdo!!

 

* Só abrindo e continuando o parênteses: até acho que taxi é necessário em algumas circunstâncias e meu problema também não é o dinheiro do taxi, porque aqui sai barato e fica, muitas vezes, o mesmo preço que se pagaria em ônibus. É que gosto de conhecer e sentir que possuo e faço parte daquele contexto social, mais que uma relação turista, e isso só se consegue botando o pé no asfalto.

que se feche o parênteses), o túmulo da Evita foi só para ser “considerado visto”, porque o mais enriquecedor foi conversar como uma mulher que trabalha na entrada, na realidade é funcionária de um hospital, sei lá. É a “mulher línguas”. Só nos instantes que estive com ela, conversou em inglês, português, espanhol e francês. Com uma fluência linda. E como cativava! Antes de irmos, tivemos que comprar o mapa do cemitério que ela vendia, apenas por termos sido cativados rs...

 

Um dos nossos últimos passeios foi o “passeio do que não foi”, ao zoológico em Palermo. Para completar a imersão no estado latente de turista , lá fomos nós bater com a cara nos portões fechados do zoo, em plena segunda-feira, único dia que está fechado. Verificando o mapa outra vez, percebi que embaixo estavam os dias e horário de funcionamento. É claro que experimentei outra vez aquela sensação do turista estressadinho rs. Mas o bom dessa história foi ir até a Plaza Itália (que está em frente ao zoo) em subte (o “e” com som fechado, por favor rs). Esse é o metro porteño. Não há muitas linhas que cobrem a cidade (mesmo porque os trens dão cabo de muitas localidades). O que me chamou a atenção foram as estações, como há e houve uma preocupação estética. É além disso, devido a “influência brasileira” no grupo, andamos de subte de graça (quando falo da “influência brasileira” no grupo, não é nada ilícito e tampouco quer dizer o jeitinho brasileiro, apenas é um “holismo no tratamento da situação”).

 

Segunda à noite voltamos para Córdoba. Nesse trecho de volta, fui surpreendido outra vez. Desta vez, foi com a comissaria. Passados alguns minutos de viagem, eis que um ‘comissário de bordo” sobe as escadinhas de posse de uma garrafa pet de 2 litros de Pepsi e copos de isopor. Em seguida trouxe bandejinhas com alguns lanches. Isso em um coche semi-cama, onde a passagem é a mais barata. E mais: a passagem normal custa 85 pesos. Contudo, depois de um pouco de conversa com o funcionário da conpanhia, a passagem saiu por 70 pesos. Variáveis externas ajudaram para conseguir isso (como o dia e horário da viagem), mas aquela “influência brasileira” no grupo, também rsrs.



Escrito por Assessoria de Comunicação às 17h01
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Aires porteños 2ª parte

O terminal de BsAs é considerável. Tem uma entrada de vidro com algo de Bauhauss (que analogia infame...rsrs... só para fazer parecer mais do que é) e achei bem organizada, atende muito bem ao turista.

 

É interessante passar pela experiência do turista, desenvolver atividades de lazer, de estar nesse que considero mais um estado, que propriamente ser: o estado de turista. É situação única a mudança de comportamento por que passa a pessoa quando neste estado. Tanto é assim que Dumazedier discorre páginas. E nós, inseridos neste contexto, marchamos em busca do centro de informações. Foi aí que experimentei a “raiva do turista”, ou melhor, coloquei-me no estado do turista nervosinho e estressado: o centro de informações estava fechado, num dia de alta demanda, num lugar altamente estratégico, e além disso, num momento em que um aspirante bacharel em turismo estava lá.

 

Já tínhamos uma referência de hostel em San Telmo e fomos para lá. Nessa hora podemos identificar umas das características do pseudo mochileiro. Movido por meu entusiasmo e humildade, sugeri que caminhássemos até lá ou que tomássemos um ônibus urbano (até aí eu já estava de posse de um mapinha turístico e tinha os sentidos e direções da cidade bem resolvidos em minha mente). A distância não é grande.

 

“É caminhando, saindo pelas ruas da cidade, que se pode conhecer e realmente entender o funcionamento daquela sociedade” (SCALFO, 2008)

 

Mas os amigos sugeriram um taxi. Não tive como convencê-los.

Ficamos no hostel Aires Porteños. Não é dos mais baratos, mas o preço pela localização e serviços era o justo. Além do staff ser dos mais hospitaleiros que já encontrei em hotelaria. Só havia um quarto disponível, com quatro camas. O que precisávamos.

Foi nesse hostel que conheci dois brasileiros “muito gente boa”, o Henrique e a Ana Paula. São do sul do Brasil e estavam em BsAs estudando há quase um mês. No outro dia fizeram uma pizza ótima (na verdade foi o “tileno”, um amigo do Chile que conheci lá também, que fez), que comi na faixa rsrs.

 

Conhecemos muita coisa de BsAs em pouco tempo e passamos por situações diversas. Essa semana em que estivemos lá, era época do bafici, Festival de Cine Independiente. Aproveitei para ver alguns filmes que não veria tão facilmente, como “Once”, um filme sobre a vida de duas pessoa que têm em comum a música. Esse estava no Cine Cosmos, na Av. Corrientes. E quase que não vejo nem esse, porque chegamos na hora do filme, sem ingressos ainda. É certo que estava esgotado já. Andamos da Plaza de Mayo, passando pelo obelisco, pelo Centro Cultural Rojas, até o Cine Cosmos, para escutar num castellano porteño, cheio de “xis”, que não havia mais ingressos. Eu, na calma de sempre não planejar previamente as coisas, sentei-me. Quando o filme estava por começar, a mulher nos chamou e disse que tinha entradas para a gente. Foi a influência brasileira no grupo rs.

A volta foi hilária. O filme acabou mais ou menos às 2 da manhã. A movimentação não era muita, poucas pessoas nas ruas. Esse foi um ponto que me surpreendeu, porque todos falando para que a gente tomasse cuidado em BsAs, porque é uma cidade grande e perigosa e com mais outros porques protecionistas. Não vi nada de anormal ou mais estranho que veria no Brasil, foi tudo tranquilo. A não ser a gente passando pelas ruas e as pessoas que restavam panfletando, oferecendo “aventuras sexuais” aos turistass. Foi hilária a cena. Vários tipos e “tipas”, para os gostos que se tenha.

 

Por falar em avenidas, como são belas as avenidas de Buenos Aires! A 9 de julho, a Corrientes, depois a área peatonal da calle Florida e Lavalle... ai, ai... nesta os cinemas são muitos, um ao lado do outro praticamente. Na calle Florida, não há paz, é todo mundo oferecendo tudo de couro, cotação insuperável no euro, dolar, real. E eles não apenas oferecem, mas te acompanham pela rua insistindo e oferecendo mais.



Escrito por Assessoria de Comunicação às 11h27
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Aires porteños - 1ª parte

Tem algum tempo que não escrevo. Na realidade tempo é algo que está se tornando cada vez mais escasso nesses dias. Porém, esse momento que consegui agora para escrever (porque teria que estar preparando um trabalho para sexta), essa inspiração súbita vem de fatores externos: hoje recebemos em nossa casa uma espécie de curandeira, mentora, energizadora, sei lá, uma mulher que está trabalhando nossos chakras. Uma música alta, dessas de meditação, para relaxar. Uma atmosfera tão densa de insenso, que lembra a vista do horizonte da cidade de São Paulo. Considerando esses motivos – e o fato de que sou uma pessoa exotérica em essência (rs) – fiquei inspirado de repente . “É uma situação inefável” (GIACOMELLI, 2007, en: conversas no cit) (bom, isso é só para dar o clima de monografia... rs).

 

A República Argentina me mostra coisas a todo momento e faz com que essa estada aqui se torne mais e mais inesquecível. No fim de samana retrasado, fomos a Buenos Aires. Posso dizer que foi linda a viagem (lindo é um adjetivo recorrente na fala cotidiana dos argentinos e qualificam praticamente qualquer coisa com ele). E também foi uma viagem que aprendemos uma lição importante: não viaje com canadenses. Só que para essa descoberta tive que experimentar a viagem com eles. Não que eles não sejam boa companhia, só que os deslocamentos maiores com fim de entretenimento são feitos (por mim) através do conceito backpacker, mochileiro, onde a economia é lei.

 

“O dinheiro não é o principal obstáculo de quem quer viajar, conhecer lugares, mas sim a coragem, o correr riscos e se atirar para a experiência”

 

Mas me parece que os canadenses não entendem muito bem o economizar (ou será que é porque a moeda deles vale três vezes mais aqui...hum??).

 

Encontrei três amigos no terminal de ônibus de Córdoba, dois deles, a Rachel e o Mark, estão há cerca de um mês viajando pela América do Sul. Ainda vão passar pelo Brasil e depois voltam ao Canadá. Estavam nos típicos trajes de mochileiros, com aquelas bolsas enormes que resumem as necessidades do viajeiro. Lindo de se ver. Assim, fantasiados, configuravam, numa análise não tão profunda, mais pseudo mochileiros.

Rumamos a BsAs, de ônibus (e quase não havia passagem para a gente). O ônibus, é claro, o mais barato: coche semi-cama, quer dizer, as poltronas tem grau de inclinação bem menor, o que não possibilita o conforto de sua casa, em seu quarto (e fomos nesse porque não encontrei mais baratos rs). Confortável, daqueles double-decker. Fomos na parte de cima, estava mais vazia. Saímos por volta de uma da manhã e chegamos em Retiro (aonde está o terminal rodoviário) às 9. Mas não sei o que acontece comigo, as vezes parece que atraio situações “adversas”... nos sentamos cada um em duas poltronas, eu logo dormi. Lá pelas tantas, na alta madrugada, acordo, com aquele soninho, os olhos meio grudados e a expectativa do caminho (gosto das viagens de ônibus, da estrada, o caminho) quando, já situado em que lugar estava, o quê e para donde estava indo, percebo que há um peso encostado em mim, alguma coisa com a forma de uma figura humana, encolhida, nessas posições que ficamos quando dormimos em ônibus. Não queria admitir para mim mesmo, queria negar que estava passando por aquela situação, entretanto, as evidências eram por demais visíveis para fingir: era um senhor! Uma pessoa, ali, aproveitando o aconchedo do meu ombro, um ombro “vago” e disponível para o deleite de qualquer um. Agora: qual o motivo para que a pessoa sentasse do meu lado num ônibus com outros trezentos e oitenta e três lugares disponíveis?! E mais: encostasse no meu ombro como se houvesse uma interação íntima entre nós!!!!!!!!!!!! Ah, por favor né..... tratei de tossir, espreguiçar, até que tive de empurrar o corpo inerte para o outro lado. O homem acordou mas não se deu conta do empurrão porque eu já estava calmo e sereno, simulando meu sono profundo. E se foi.



Escrito por Assessoria de Comunicação às 18h35
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O tempo vai passando e a sensibilidade aflora (coincidentemente, aqui, junto com a primavera). Estou tendo momentos realmente emocionantes. Como na palestra do professor Fábio Konder Comparato, foi lindo ver o auditório cheio de sumidades como Faria Costa, Canotilho, Pinto Bronze, Jorge Miranda e tantos outros, aplaudindo calorosamente o nosso ilustre brasileiro, muito emocionante.

No final do mês passado, aconteceu a semana da cultura lusófona. Eu estava no stand do Brasil, localizado em uma tenda bem pequena que abrigava também Cabo-Verde, Guiné, Moçambique, Timor Leste e Angola. Estava uma festa daquelas e enquanto aprendíamos todos a dançar “puick” (típica de Moçambique) entrou uma fanfarra franco-polonesa, que, a pedidos do locutor do evento, começou a tocar o “vira”. Uma festa sem fronteiras, sem bandeiras, sem raças, sem diferenças. John Lennon certamente ficaria orgulhoso e, pensando em “Imagine” não pude conter as lágrimas.

Estande do Brasil

No dia internacional das mulheres, (note-se que as mulheres daqui não aceitam muito bem esse dia, pois como eu sempre digo e sou escorraçado pelas brasileiras por dizer, “dia da mulheres” é um absurdo, todos os dias são das mulheres) fui assistir palestra proferida pelo professor Canotilho sobre “princípio da igualdade e a mulher na Constituição”, no instituto do câncer. O homem é simplesmente genial, não apenas intelectualmente, mas como pessoa, gentil, cordial, simples. Em dado momento ele começou a recitar um texto que havia escrito sobre um momento vivido no corredor de um hospital, as metáforas, os sentimentos e todas as figuras de linguagem nos remetiam ao momento ali verbalizado. Uma situação comovente expressando apenas os sentimentos das pessoas que estavam no hospital. De repente, o velhinho tira os óculos e com olhos marejados diz: “esse foi o último momento em que vi minha amada esposa”... Todos os presentes estavam em prantos.

Confesso que ainda fico em lágrimas por lembrar essas minhas passagens.

 

Fado na porta da faculdade



Escrito por Assessoria de Comunicação às 08h37
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Poder Judiciário X Poder Executivo - Por Lúcio Cassilla

Participei de uma palestra ministrada pelo doutor Joaquim Gomes Canotilho, conhecido doutrinador português de Direito Constitucional, muito considerado em Portugal e no Brasil. O tema da apresentação dirigida aos mestrandos do curso de Direito Constitucional de Coimbra era “A interferência dos Tribunais na Administração Pública”.

Após apresentar uma séria de casos práticos da jurisprudência portuguesa e brasileira, o ilustre professor Canotilho mostrou-se radicalmente contra esse tipo de intervenção, fora dos parâmetros constitucionalmente explicitados.

Aberta a seção de questões os presentes, em sua maioria brasileiros, despejaram questionamentos para melhor entender a tese do palestrante. A dúvida dos brasileiros estava em como poderia se aceitar que o judiciário não pudesse resolver questões de interesse popular e de garantias fundamentais devido à má administração do Poder
Executivo, a exemplo das pessoas que só conseguem remédios junto aos postos de saúde mediante ordem judicial. O professor ilustrou os questionamento com nova decisão de um tribunal brasileiro que determinou o fornecimento de viagara, por parte do Estado, a um cidadão, fundamentando a decisão no princípio da dignidade humana, situação que comprometeria o fornecimento, por exemplo, de AZT à pacientes portadores do vírus da AIDS.

E a discussão parou por ai. Certamente que os alunos brasileiros não haviam se convencido da tese. O judiciário brasileiro é instituto garantidor de inúmeros direitos fundamentais no Brasil e isso não se pode negar.

Fomos almoçar em um grupo de 12 alunos e, de todos, apenas eu concordava com a teoria de Canotilo. Claro que virei chacota pelo resto da tarde. Afinal de contas, sou apenas um graduando e pós-graduando, enquanto os demais colegas eram mestrandos.

Com esse pensamento protecionista caminha nossa humanidade brasileira. O Estado é responsável por todas as nossa necessidades, não importando de qual Poder venha a solução. Esse conceito é tolerável pelas pessoas singulares, pela mídia, mas deve ser combatido quando aceito por técnicos do direito. Direito Constitucional na academia não deve ser tema de “butiquim”. Há que ser versar pela técnica, pelos princípios jurídicos. Pelo equilíbrio dos poderes. O Estado recebe o poder e a obrigação que o povo lhe concede(Rousseau) e o divide em 3 Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário(Montesquieu). Cada um deve responder pela parte que lhe cabe nesta divisão. No caso em questão, a interferência do Judiciário nos atos do Executivo apenas confere conforto momentâneo e determinado a fatos específicos. A atuação correta do Judiciário seria exigir que o Executivo, dentro dos parâmetros legais estipulados pelo Legislativo, cumprisse seu papel de forma geral, para todos, dentro das possibilidades administrativas e, caso assim não fosse, responsabilizar os responsáveis, sempre respeitando os limites do  “sistema de freios e contrapesos”(Montesquieu) que autoriza o controle entre os Poderes com certos limites dados pela Constituição.

Nossa Carta Magna completa 20 anos no dia 5 de outubro. Passou por quase 60 alterações nesses anos. Não se pode exigir faticamente que todos conheçam seus instrumentos, mas espera-se do verdadeiro profissional do Direito um conhecimento maior que o básico do texto lá expresso. A discussão quanto a temas constitucionais deve ter teor técnico quando tratado por pessoas da ciência jurídica. A interferência desmedida do Judiciário nos atos do Poder Executivo causa, constantemente, desordem no orçamento, garantindo detrimento a outras áreas de responsabilidade da administração, assim como desrespeita preceitos constitucionais.

Princípios como a dignidade da pessoa humana devem ser vistos por um prisma coletivo e não individualista(é o que se consegue nesses atos). Um enfoque mais centrado nos problemas sociais, com teor abstrato e geral por parte do Judiciário, teria fundamento constitucional mais intenso e eficaz. “Tampar o sol com a peneira” é o máximo que se consegue com intervenções judiciais direcionadas a indivíduos determinados, com interesses contrários a Administração Pública.

Constitucionalmente, temos muito a aprender com os portugueses.



Escrito por Assessoria de Comunicação às 21h39
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Celebrações da Semana Santa - por Rodrigo Scalfo

As celebrações de Semana Santa, e todo o resto que implica esta época do ano, são basicamente como no Brasil: ou se vai à igreja, reunindo-se com a família mais tarde num domingo furtivo, onde não se faria mais nada a não ser esperar a música do Fantástico para perceber que o dia já está acabando, ou que a segunda-feira já vem; ou então se come ovos de chocolates diversos apenas por convenção (minha versão ianque quer acreditar na hipótese de que a economia é impulsionada pelas vendas desse ícone que hoje representa a morte de Cristo (representa a morte de Cristo??? (se é que esse fato precisa de representação (se bem que esse feriado é pra isso, não? Relembrar sua morte? (se você é cristão, é claro, se não, esqueça tudo isso e se atente para a parte objetiva do feriado: viajar!! (e a viagem que fiz foi ótima)))))). Entretanto, minha páscoa não teve ovos de páscoa, muito menos reunião com a famíia – considerando que esta me está longe no momento e que minha “argentina” foi passar o fim de semana numa chácara que tem para estudar “negócios”.

 

Minha “mãe” está no “negócio” da astrologia, sabe de tudo o que se refere aos astros e suas influências em nossa vida, mas ficou um pouco decepciona quando, há alguns dias, próximo ao meu aniversário,  veio toda contente ao meu encontro com livros, mapas e esboços: tinha feito todo um estudo sobre mim, Rodrigo  Scalfo, à luz dos astros!! Coisa de dar inveja a Galileu ou fazer Stephen Hawking rever seus conceitos e anos de estudos sobre astronomia para perceber que, na realidade, é a astrologia que faz todo o sentido do universo. Não quero questionar nada, pois não sei sequer o mínimo para poder opinar sobre o tema, que nunca me interessou. A única coisa que sei é que quando a entusiasmada criatura começou a explicação não me contive ao olhar os maravilhosos mapas (sem ironia nessa parte) traçados a partir de minhas datas: ri. Mas não foi de deboche, foi apenas rir sobre aquela situação. O problema veio depois, nos próximos segundos, quando me atrevi a mirar mamãe nos olhos. Ela tinha uma expressão tão interrogativa no rosto, como se não tivesse entendendo nada, ou como se tivesse acabado de levar um tombo na Rua Assis, ali bem perto do McDonalds. E nos próximos 24 quadros me passou uma movimentação tão grande de pensamentos para interpretar aquela cara que daquele risinho bobo meu, surgiram gargalhadas.

 

putz                                           !

 

ai, ai... começo com isso, não páro, gargalho alto, baixo, até perder o fôlego, chorar (como acontece quando a gata da minha irmã fala e dá uma risadinha no final, não agüento...). Quando me esforcei para me acalmar (sim, porque me exigiu muita concentração para isso), a situação estava meio desconfortável. Então, pedi explicações sobre os estudos e significados do calendário maia que ela tinha feito para mim – e acabou sendo realmente interessante conhecer isso.

 


Bem, a viagem...

Nossa viagem começou na quinta. Saimos de manhã e nos encontramos na casa de um amigo (na programação inicial sairíamos às 9 da manha, porém, tinha acabado de chegar em casa porque na noite anterior saímos para um pub). Então, saímos as 13h....

Estavam  David, Allison e Jessica, dos EUA; Imad, de Marrocos; e Rrodri (do Brasil).

Nosso destino é mais um pueblo que uma cidade, mas ainda insisto que seja uma ciudad: Alta Gracia. É um lugar pitoresco e muito aconchegante, desses que servem como refúgio para o estresse da cidade grande. Principais atrativos que apresenta: uma Estancia Jasuíticas declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, com aquelas características típicas, um pátio central, a igreja com sua nave em forma de cruz latina, e as galerias que se abrem para o pátio (o cemitério já não existe mais). O engraçado foi conversar com uma senhora que trabalha na recepção da estância: ela notou que meu espanhol estava longe de ser o de um nativo, perguntou de que país eu era, “soy de Brasil” disse, e ela então, com a naturalidade que só os jesuítas têm, e o tom de voz que só o Dalai Lama consegue, começou a me explicar as coisas em inglês... o Brasil é um país localizado da América do Sul, vizinho da Argentina, e certamente não tem o inglês como língua mãe (até meus colegas americanos mais alienados sabem disso). E por que, meu Deus, por que aquela senhora me explicava em inglês?? São várias as hipóteses que consegui formular até agora, mas naquele momento demorou até que eu me recuperasse do choque. Foi aí que notei que ela já não estava mais comigo. Por sorte!

 

Estância Jesuítica

Além da Estancia, conhecemos a casa onde Ernesto Guevara cresceu e que agora abriga um museu em sua homenagem. Isso era o que mais tinha me instigado a ir até a cidade, ver “la poderosa” (mesmo que não fosse a verdadeira, destruida no meio da primeira viagem de Che) e entender um pouco mais o ar que o inspirou e o sol que lhe formou ideias. O lugar recebeu visitas de pessoas previsíveis como Fidel e Hugo Chavez. Há todo o roteiro das viagens que Che realizou, objetos, livros que o formaram e um lojinha de souvenirs, como não poderia deixar de ser. Não sei o que mais posso falar sobre o lugar, pois foi emocionante estar lá e sentir quanta lacuna havia em minha formação e como é gratificante estar nesse processo de desconstrução/construção, assim, nessa ordem.

 

“Quisera que os meus pudessem viver isso aqui também”.

 

As paisagens são sempre lindas nessas serras. Conhecemos pessoas, falamos com alguns. Procuramos restaurantes abertos por todo canto, até aceitarmos que a hora da siesta é a hora da siesta e que costumes constituem e caracterizam um povo.

 

Fazer análises sobre a infra-estrutura turística dos lugares que visito ou observações mais críticas é inerente: o interessante foi notar a quantidade de turistas estrangeiros que estavam por lá e saber, mais tarde, sobre os números do turismo na cidade e qual a representatividade do setor na economia. Tudo bem que ter um patrimonio cultural da humanidade ajuda (no caso de Congonhas tenho dúvidas), mas não é preciso tanto para ter profissionais qualificados e que pensem o turismo (tive que usar esse clichê). E isso tem certamente em Alta Gracia. Outra coisa marcante que tocou minhas pobres experiências profissionais foi ver o centro de informações ao turista que há na cidade (rsrs), os materiais e equipamentos (sem falar que há computadores com internet!!!!!! Mas não me alongarei nisso, porque teria de fazer analogias injustas).

 

 Museu Casa de Che



Escrito por Assessoria de Comunicação às 21h33
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Notícia enviada pelo Alessandro

Olá!!!!

  Bom estou super bem aqui, estamos na semana santa, então estou com tempo
livre para conhecer muitas coisas aqui na Espanha, e hoje tive a
oportunidade de conhecer a cidade El Escorial e depois o Vale dos
Caídos, recomendações do professor Cloadoaldo, agora estou enviando as
fotos para poder colocar no blog.

            
 O vale dos caídos simplesmente é monumental, e ao mesmo tempo tem um
sutileza em suas paredes, é muito interessante e como é belo, até hoje
foi o melhor lugar a que visitei, se tiver a oportunidade quero voltar
para ver algumas coisas que não tive tempo.


  Bom os eventos religiosos que estão tendo aqui em Toledo também são bem
interessantes para entender um pouco mais dos costumes e cultura da
cidade, tive a oportunidade de participar de uma procissão que tinha
muitas pessoas e que faz um grande percurso pelas vielas da cidade
medieval. Aqui em Toledo, também está tendo uma exposição chamada
El retrato español en el Prado de Goya a Sorolla, simplesmente
magnífica.
  A saudade é bem grande de todos, e fica a certeza de minha volta
para o Brasil, e a marca que volto para a España para continuar meus
estudos. Isto é claro para mim



Escrito por Assessoria de Comunicação às 09h12
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Rodrigo - aniversário fora do país

Cumpleaños feliz

 

Acho que já estou me acostumando com meus aniversários longe da minha família. Esse não foi diferente, dessa vez também em outro país.

 

O sábado começou bem cedo. Tinhamos uma viagem com a faculdade para um pueblo incomum, há cerca de três horas da capital de Córdoba (ainda dentro da província) chamado Miramar. Incomum porque está a beira mar. Digo, não é incomum por isso, mas porque estamos em uma região mediterrânea. Pois é, esse “mar” é chamado Mar Chiquita e é tão grandioso (tanto em extensão, quanto em presença) que o horizonte, visto a partir de suas águas “saladas”, se perde. Até aonde a vista alcança pode-se ver o mar e apenas especular em pensamento sobre o continente que estaria do outro lado. É aí que a gente acorda e se lembra de que aquilo é uma laguna e de que não é a Africa que está do outro lado, senão mais uma cidade, no meio da provincia. Quando deixei o devaneio, o guia já estava levando o pessoal para outra parte.

 

Seguimos visitando dois museus: no primeiro vimos aspectos geológicos da localidade, a formação da laguna, o processo que tormou a água salgada, além de conhecer um pouco da fauna; o outro foi em homenagem à professora Roberta Monteiro: o prédio do museu abrigava antes o hotel mais luxuoso que a região teve para sua época, o Gran Hotel Viena, que data da década de 1950. Anos mais tarde, o nível de água foi aumentando numa crescente, isso fez com que várias construções fossem cobertas pela água, incluindo um dos pavilhões principais. Hoje, os prédios apenas se sustentam junto a uma ong que tenta com que não seja demolido. Deixando o drama de lado e a possivel nostalgia que poderia ocorrer num futuro proximo em relação a história desse hotel (que eu nem ao menos fiz parte), foi interessante perceber as influências nas tendências da hotelaria, o quanto de modernidade já havia nele àquela época (ou melhor, contemporaneidade), já trazendo uma prévia do conceito de hotel design (ahh, não é pra tanto né.... desculpa Roberta... hehehe).

Ruínas do Gran Hotel Viena, tomado pela água 

Depois de toda essa atividade desgastante, o melhor é comer! E o que mais me agrada aqui é que a universidade banca tudo – e o meu bolso agradece. O restaurante me lembrou a visita técnica para Tiradentes, logo, lembrar dos mentores Ana e Flavinho foi inevitável, aquele ambiente gostoso de cidade pequena quando se tem pessoas importantes ao lado, aquela em que professores esquecem professores, mas que no final... bem, não falemos do final....rsrrsr. Assim que todos estavam acomodados e iniciando a fatigante tarefa de alimentar-se, eis que a rádio local repentinamente começa a tocar uma música conhecida. Eu percebo que é um som que me perturba, desagrada. Tento prestar atenção e então tudo fica claro pra mim: a música que representa o Brasil na ocasião, tocada, quiça, nacionalmente, é de um grupo brasileiro, vulgo é o tchan, uma que fala de selva e Tarzan (juro que só percebi a rima agora, relendo o escrito). Detalhes que tornam as situações marcantes.

Na volta ainda ganhamos alfajor, que é um vício popular. Cortesia Universidade Blas Pascal...ah então Fernanda, já que falamos em alfajor, tenho que te informar que não resisti aos seus (digo, aos que seriam seus né...), são realmente bons aqueles havana rsrrs.

 

Continuando as atividades de aniversário de Rodrigo, quando chegamos do passeio fui a casa de um amigo de Marrocos, que mora há cinco anos no Canadá, e que agora está na estudando na Argentina. Aprendi um jogo de cartas do país dele (que até agora não faz sentido algum na minha cabeça) e em seguida fomos a um “boliche”. Na minha primeira semana aqui, não conseguia me acostumar com isso e sempre me perguntava o por quê de os argentinos gostarem tanto desse jogo, pensava que íamos a um boliche mesmo. Só que boliche aqui são as baladas, clubes... só fui descobrir isso quando cheguei no local rsrs.

Bom, então fomos a esse boliche para comemorar meu cumple. A galera toda do intercâmbio foi e mais alguns amigos argentinos. Foi bem divertido e diferente, principalmente pra mim que não faço tanta questão de comemorar aniversários como dias mais excepcionais que os outros. E não parou por aí: o almoço de hoje foi em homenagem a mim, na casa de uma amiga da minha mãe argentina, com direito a feijoada e caipirinha (na realidade uma caipirosca) . Uma feijoada bem temperada, repleta das mais variadas partes do corpo do porco e de quaisquer outros animais que sirvam para se fazer uma comida assim, com aquele arroz que só argentinos sabem fazer (hahaha). Bom, a intenção foi das melhores, o detalhe é que eu não como carne....................

(ah, e o outro detalhe é que aqui não há couve, que é o acompanhamento perfeito de uma feijoada né)



Escrito por Assessoria de Comunicação às 14h11
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Notícia enviada por Rodrigo

A chegada foi inusitada, parecia aqueles filmes tipicamente americanos, onde o visitante é esperado logo no desembarque por aquelas pessoas desconhecidas que carregam uma plaquinha com seu nome (é engraçado e diferente uma recepção assim; nunca tinha me acontecido antes).

Família argentina esperando o cara

 

Nos dois primeiros dias, não pude conhecer a cidade porque fomos para uma chácara. Aqui faz muito calor e me surpreendeu, porque as previsões da internet falavam o contrário.

 

O contato inicial com o povo foi divertido. Eu nâo tinha segurança para falar espanhol e cheguei dizendo para a mae “no hablo muy bien español, sólo ´portunhol´”… mas, ela fala um pouco de português (agora, nao sei se isso é bom ou ruim para mim…) e o sobrinho dela, que estava com a gente na primeira semana, fala inglês. No inicio me senti aliviado, porque a gente só conversava em inglês (na minha cabeça era bem mais facil assim, do que tentar me arriscar a falar espanhol). Entao, fui percebendo que coisa idiota isso e meu receio da língua foi passando.

 

Depois, fomos para a cidade. Estou em Córdoba, fica a cerca de 700 km de Buenos Aires (que até agora, estive por apenas cinco horas, esperando outro vôo até aqui). As ruas, casas, carros, comércio, são parecidos com o Brasil, a não ser os kioscos, que são uma espécie curiosa de mercearia-bar, ou algo do tipo, que ainda nao consegui definir….rs. E as pessoas… são dignas de um capítulo inteiro. São muito simpáticas e como adoram os brasileiros!! Todos que conheci já foram ao Brasil alguma vez na vida ou pensam muito em conhecer nossas terras. Há até um bar brasileiro aqui que é mto ´gracioso´ rsr, ainda vou tirar fotos da nossa galera lá para registrar aqui. Sem falar na cerveja que é vendida a litro. Umas garrafas de um litro de cerveja Brahma, a 3 pesos (acho que vou começar a fazer contrabando delas para o Brasil).

 

A faculdade me encantou num primeiro momento. É linda, bem distribuida, organizada e bem cuidada. O pessoal do Departamento de Relações Internacionais é surpreendentemente simpático comigo (se bem que tratam a todos bem) e a diretora de lá ainda faz aulas de português…..rs

Entrada da universidade

 

É interessante como valorizam o Brasil, mas é mais ainda eu perceber que certos preconceitos meus em relação aos conterrâneos de Latinoamérica estão caindo por terra.

 

Citytour por Cordoba – Cabildo e ao fundo a cúpula da Catedral



Escrito por Assessoria de Comunicação às 15h56
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Diário de Portugal - enviado por Lúcio

Tradição

A tradição é uma das coisas mais interessantes do universo da academia canimbricense. Tudo começa pelo traje ou "fato", que é a vestimenta de boa parte dos alunos. Preferencialmente para os calouros, obrigatoriamente para os doutorandos. Calça ou saia, camisa, laço ou gravatra, colete, batina, capa, sapatos. Detalhe: a capa nunca pode ser lavada ou ficar a mais de um braço de distância do aluno. É nela que se acumulam os conhecimentos durante a formação. Se estiver de fato, não se usa relógio de pulso, apenas de bolso, assim como não se usa brincos, anéis ou qualquer outro ornamento, assim como uma infinidade de regras que nem me lembro agora. Quem estiver com este uniforme é constantemente observado por todos da instituição, que estarão prontos para recriminar quem estiver fora das regras. Para seguir todo esse ritual precisa desembolsar pelo menos 250 Euros.

Outro exemplo de ritual que impressiona é a defesa de tese dos doutorandos. É algo surreal. A começar pela sala de apresentação da tese, que é a mesma em que os reis de Portugal foram coroados (sala do capelo). Vestimentas, protocolos e todo um ritual digno de corte, servem para expor o doutorando a uma das mais longas berlindas que um ser humano pode suportar.

Aqui, não há mortais. Quase todos são doutores e assim devem ser chamados. Até mesmo os setores burocráticos como secretarias, departamentos e demais estão repletos de doutorados. Já que els não usam crachá, para evitar caras feias, que aqui são muitas, chamo a todos de doutor.

Sacada do DRIC

Situações portuguesas

Passei por uma situação bem estranha e desagradável por aqui. Estava em um grupo de aproximadamente 10 ou 12 pessoas. Todos brasileiros, com exceção do Giacomo, um italiano bem bacana que tinha acabado de chegar no dia anterior. Por volta da 1h da manhã entramos em um pub. O porteiro, cheio de sorrisos para todos, cumprimentava e autorizava a entrada de todos os brasileiros. Porém, o Giacomo, que era o último da bicha (fila), foi impedido de entrar. Voltamos todos à porta para saber o que havia acontecido. E, após indagarmos qual o motivo de nosso colega não poder entrar, o brutamontes disse:

- Nessa casa não entram italianos - certamente que todos saímos.

Catedral de Fátima



Escrito por Assessoria de Comunicação às 18h00
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Notícia enviada por Guilherme

Desde que cheguei em Amsterdam, tudo foi muito fácil, já havia conhecido três pessoas no vôo com as quais vim conversando, tirando fotos e etc... Chegando ao aeroporto de Amsterdam (Schipol Airport), tudo foi muito tranqüilo, apesar de ser tudo novo e diferente. Com o inglês aqui não tem erro, todos falam inglês e muito bem. A imigração foi tranqüila, nem parecia que estava vindo de outro país. O policial até falava português rsrs...

 

Depois peguei o trem, para chegar ao meu destino final, a cidade de Den Haag (Nome em Holandês), The Hague (Nome em Inglês) ou Haia (Nome em Português). Fiquei surpreendido com tudo, pois era muito bonito e eu sentia uma emoção muito grande de ter chegado até aqui.

 

O trem é muito show, principalmente esse que peguei quando cheguei. Creio que seja um dos trens internacionais, pois era muito confortável. Aqui não tem esse negócio de catraca não. Você tem que comprar o bilhete antes de entrar no trem. Se entrar sem o bilhete e o fiscal te pegar, já era tem que pagar uma multa hehehe...Único problema é que levei as malas e a mochila tudo sozinho, muito peso para uma pessoa só hehe. Quando sai da estação já tinha um rapaz com uma camiseta da universidade me esperando.

 

A empresa de acomodação é pertinho, já fui lá assinar o contrato e tudo mais, tomei um café de graça rsrs...tava muito frio hehe...ventando bastante, 1 grau!!!

 

Eu vi a universidade e fiquei muito surpreso, muito bonita e muito grande! Um monstro e muito criativa, em formato oval!!! Ah e tem mais um prédio imenso do lado também. E tem um lago em volta dela muito bonito, e sempre tem alguns patos e cisnes por lá...hehehe

 

Chegando em casa, fiquei um pouco assustado claro, pois estamos acostumados com o conforto do Brasil. No começo achava que minha casa não tinha nada. Cheguei até a reclamar que não tinha chuveiro, mas depois descobri que tudo aqui era dividido, sendo cozinha, banheiro e chuveiro com mais uma pessoa.

 

Aqui tem gente de todo mundo, de todo o canto do mundo, pode acreditar!!! O segredo é não ficar em casa, e sim olhar pela janela!!! Sempre estar inserido com a turma numa festa, ou em um dia para jogar boliche ou para patinar no gelo, ou para comer uma pizza ou almoçar em algum lugar, algo assim... hehe

 

As culturas que mais estou aprendendo são a francesa e a grega, pois um colega meu é da França e o outro da Grécia. Eles dividem a casa comigo. Também aprendi muito com a cultura chinesa. Pois fiz amizade com uma menina da China. Aqui, estamos sempre compartilhando culturas e experiências. É uma coisa fantástica.

 

Na faculdade é bem legal, cada professor tem um sotaque. Porque eles também são de vários lugares do mundo, por exemplo, África, Bélgica e Holanda. Então dá pra aprender bastante com o dia-a-dia.

 

A universidade nos levou pra conhecer alguns lugares e nos levou pra jantar e almoçar em alguns restaurante e saborear algumas comidas diferentes, como a da Indonésia, que por sinal é bem picante viu rsrs... Foi tudo por conta deles, não gastamos nenhum centavo... Ao todo, somos em 17 intercambistas no curso, a maioria é francês, só eu de brasileiro hehehe...Conhecemos outras cidades vizinhas, como Delft and Rotterdam...Fomos em museu, passeamos de navio pelo mar e tudo mais...

 

Estou tendo aula de segunda a sexta, praticamente período integral, tem dias que entro às 8h45 e saio às 18h. É não é fácil, tem que estudar mesmo hehe...Estou aprendendo até a falar holandês aqui, é claro que só tive algumas aulas, mas pretendo aperfeiçoar com o tempo, não é complicado, basta praticar. Mas também uma coisa é verdade, após ter aprendido a segunda língua, da terceira em diante já fica bem mais fácil de aprender...

 

Aqui tudo tem punição, por exemplo, tem dia e horário certo de por. Se você colocar antes ou depois tem multa e não é barata não hehe... Se você jogar vidro no lixo também tem multa. Aqui tem lugares especiais para a coleta do vidro. Bem interessante essas coisas hehehe

 

Enfim to adorando, ta sendo uma experiência e tanto. 



Escrito por Assessoria de Comunicação às 18h09
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Notícia enviada por Alessandro

A recepção foi muito legal tanto na universidade como na residência, o professor tutor me ajudou muito com dúvidas, os alunos são sempre muito receptivos para conversar e ajudar sobre o que puderem.

Bom, a faculdade como estrutura é muito legal, impressionante o que eles têm aqui para oferecer para os alunos como aparelhagem e salas para prática. Também oferecem curso de espanhol para os intercambistas, que vendo como eles se comunicam eu não estou tão ruim.

A população de Toledo é muito interessante, pois em cada loja que você entra para olhar as mercadorias que são maravilhosas acabo por fazer algum contato, amizade para sair à noite para conversar. A residência é muito boa conheci muita gente diferente e de vários países, desde Republica Tcheca, até Polacas, Finlândia, Noruega, Alemanha, Chile, México, Norte Americano e Francês, sem falar de brasileiros de todas as partes.

 



Escrito por Assessoria de Comunicação às 15h54
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Notícia enviada por Lúcio

Em Coimbra, estou no alojamento do campus da Engenharia. O prédio é bem moderno, tem net nos quartos, troca de roupas de cama e atoalhados. Parece até um hotelzinho, mas os corredores são brancos com portas pretas de metal que correm na parede para abrir (igual aos presídios americanos) e para ajudar, meu quarto fica no subsolo....rs. Mas não se preocupem, eu consigo respirar e ver o sol por uma pequena janelinha, quase no teto, que abre com uma manivela.

Quando fui dar satisfações de minha chegada no departamento responsável da Universidade, foi bem legal porque havia um monte de italianos fazendo a mesma coisa que eu e, por incrível que pareça, ninguém do departamento de alojamento falava italiano ou inglês e eu fiquei de tradutor para a coordenadora enquanto estava lá.....isso me rendeu a simpatia da responsável pelos alojamentos que vai tentar me manter mais tempo no meu quarto, já que o tempo máximo de permanência nos alojamento é de um mês.....o alojamento custa 100€/mês e ela vai deixar por 60€.

Não tem como expressar em palavras o quanto a Universidade é maravilhosa (linda), suntuosa, grandiosa e um monte de osas. Vou fazer uns clipes e enviar para vocês de vez em quando.

No mesmo alojamento que eu, está outro filho da PUC Minas em Poços. Acredito que muitos de vocês lembrem dele em especial o prof. Sidney e prof. Dório. Estou falando do Leilson Viana que se formou com a primeira turma, foi estagiário dos professores citados e está aqui fazendo mestrado. O cara é um companheirão e um chato como eu - só fala de Direito - acho que vou viver em imersão jurídica.....rs.

Aliás, o prof. Caputo disse que leu o livro do Canotilho. Aqui, o livro dele é mais de R$ 1200,00 porque custa uns 65€. Se alguém quiser, tento mandar pelo correio.

Ainda não fui ao Choupal, prof. Caio, mas prometo enviar fotos de lá....rs.

Prof. Gaspar, me disseram que o original do Lusiadas está escondido aqui em algum lugar. Se eu achar te aviso. Será que aquele que o senhor disse que fazia a análise sintática era texto original?......rs

Quem quiser informações de mestrado, doutorado ou phd, fique atento aos meus emails, que vou enviar informações conforme as tiver.

Avisem o prof. Daniel Lago que acabou de encerrar inscrição para pós em Direito Notarial e Registral (e de burocracia os caras entendem por aqui ).

Para quem tem vontade de vir para cá estudar e acha que os custos são intangíveis, os meus são os seguintes:

alojamento -                                                      60€/mês

alimentação nos campus da UC/por dia:

café da manhã -                                              0.50€

almoço -                                                             2€ 

jantar -                                                                2€

 

As frutas são grátis. Isso mesmo, a cidade está repleta de árvores frutíferas e todas bem carregadas.

 

No mais, desejo a todos vocês, queridos professores e amigos um ótimo semestre.



Escrito por Assessoria de Comunicação às 15h45
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Notícia enviada por Peterson

"querido diário":
 
Nunca imaginei morar em um país tão organizado como Portugal, parece que todos são bem de vida e se respeitam. A faculdade realmente impressiona, é enorme e sempre nos dá várias opções. Moro a 10 minutos da faculdade e a 20 minutos da praia, estou muito bem alojado e extremamente feliz por estar aqui. Não tenho vontade de voltar mais.

 



Escrito por Assessoria de Comunicação às 13h04
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Notícia enviada por Fabiana

 Aff... eu to adorando isso aqui!!!!
      Quando cheguei ao México o Maestro Gabriel Castañeda foi me buscar no aeroporto com mais dois alunos, o Pablo e a Alejandra (que foi pro Brasil no meu lugar), e como as aulas ja haviam começado há uma semana, Gabriel me disse que todos os alunos já sabiam que estava chegando uma brasileira e estavam ansiosos pra me conhecer, isso me deu um pouco de medo...rsrsr
     A princípio ia ficar na casa de um professor, maestro Jose Luis, pois seus dois filhos também já participaram de intercâmbio e por isso ele abre as portas de sua casa, mas passei todo o dia que cheguei com Alejandra, e ela me pergunto se eu queria ficar em sua casa, pelo menos até o dia dela ir pro Brasil. E isso foi a melhor coisa q podia acontecer, pois estávamos um tanto inseguras de como seria tudo isso, principalmente com a língua...rsrsrrs porque eu não entendia quase nada que ela falava e tampoco ela me entendia...hahaha, o primeiro dia foi bem
difícil, mas no segundo já estávamos nos entendendo bem. Nessas duas semanas que passamos juntas, conheci seus amigos, a escola, os professores que iam me ajudar e os que iam me...hahha, a cidade, ahhhh e o espanhol... é claro, e ela também já estava preparada para ir, já entendia português, conhecia as meninas com quem ia morar e tudo mais...

A escola é bem legal, as aulas sao muito tranquilas, faço minhas apresentações de seminário e provas em português, não entendem o que eu falo, mas me pedem pra fazer assim.... eles acham muito bonito a maneira como falamos e não estão preocupados com o que estou apresentando, só querem me ouvir falar português....rsrsr. Estou fazendo três matérias e mais uma investigação científica sobre tetos com o Maestro Castañeda.

Nessa foto estou medindo umas peças que fabricamos para utilizar na casa de experimento do teto.

Todos os alunos querem me levar pra passear, conhecer Chiapas, as cidades vizinhas, até pra Guatemala já me levaram....rsrsrrs. Viajo quase todos os fins
de semana, tudo aqui émuito bonito, há muitas reservas ecológicas, grutas, cascatas e ruínas...uma mais linda que a outra, o calor é insuportável uhauahuah, mas descobri uma cidadezinha que fica 40 minutos daqui, se chama Sancristobal de las Casas, eh lindaaaaa!!! além de ser bem fria...muitoo fria...rsrrs, é uma cidade colonial e só tem gringos e europeus.. afff!!!!!
    
      Aos alunos interessados em fazer esse intercâmbio....O QUE ESTAO ESPERANDO??? não se preocupem com o idioma, com a comida...que por sinal é bem esquisita....uhauahua, mas vocês se acostumarão....rsrsr, é tudo muito divertido e engraçado, ahhh e quando vierem, tragam fotos de ronaldinho..afff, como
idolatram!!! Há mais duas coisas que todos...todos pedem:  pra que lhes ensine a bailar samba e insultos em português....rsrsrs, tragam uma lista..
      E qualquer coisa que quiserem saber, alguma dúvida... curiosidades...podem perguntar.

      Papi..... quando quiser depositar uma graninha na minha conta... fica a vontade, nao precisa pedir, con confiança!!!

      Mis amiguitos... como estranho vocês... cada lugar novo que conheço imagino se estivessem aki...putz acho que nãosobreviveria!!!...hahha. Deus faz mesmo as coisas certas, me coloca em lugares loucos com pessoas normais...assim tenho que me comportar!!

Ahh ia me esquecendo, os preços aqui são praticamente os mesmos, o peso mexicano vale como R$0.15.... isso mesmo.... 15 centavos...hahha. Mas tipo um
almoço écomo 40 pesos. Nas baladas, pra entrar numa disco, dia de quinta mulher não paga e o LITRO de qualquer bebida custa 1 peso...hauhauha, e nos outros dias, eu nao sei, os homens aqui são muito bem educados, abrem a porta do carro pra você entrar, puxam a cadeira pra você sentar, e sempre, sempre pagam a conta. A cerveja aqui é vendida numa garrafa tamanho família, acho que tem uns três litros...kkkkkkk da pra emborrachar, sem contar as tequilas, mescau, e umas bebidas que são preparadas pelos indios...aff!!
      Aqui também tem outra coisa que eu gostei demais....são os tremores de terra...uahuahuah, tem muitos, de vez em quando eu acordo com a cama pulando,
os vidros estourando, muito loco... e quando acontece e você está caminhando em cima de alguma passarela...putz, REZA!!!



Escrito por Assessoria de Comunicação às 11h21
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